O sistema de suspensão é essencial para o conforto, segurança e estabilidade do veículo. Por isso, é um dos serviços mais procurados nas oficinas mecânicas e, portanto, é preciso conhecê-lo a fundo para realizar um bom serviço. 

Esse sistema é formado por um conjunto de peças que inclui: molas, amortecedores, batentes, coxins, buchas, pivôs e bandejas. Por isso, é preciso atenção para realizar um bom diagnóstico e entender qual pode ser o problema. 

Abaixo, reunimos algumas dicas que podem ajudar com esse tipo de procedimento. Continue a leitura para saber mais!

Sistema de suspensão: passo a passo para não errar no diagnóstico

Como fazer o diagnóstico correto do sistema de suspensão?

Para realizar um diagnóstico preciso do sistema de suspensão, é preciso adotar alguns cuidados. Isso porque, como falamos acima, ela é composta por diversos componentes e, portanto, o barulho ou ruído pode ter diferentes causas. 

Abaixo, listamos alguns cuidados que podem ajudar a diagnosticar corretamente os problemas no sistema de suspensão. Veja só!

#1 Converse com o cliente 

Quando o cliente entra na oficina indicando um barulho na suspensão, na maioria das vezes, esse defeito apareceu há um tempo e foi piorando. Por isso, só o dono saberá passar as informações com detalhes sobre o que está acontecendo. 

#2 Faça o teste de rodagem

Fazer o teste de rodagem é importante para checar o sistema de suspensão. Por isso, crie um percurso com retas, curvas, diferentes tipos de pisos e superfícies e que possibilite testar diversas velocidades. 

Durante o teste de rodagem, é importante levar o cliente junto e questionar sobre os possíveis defeitos. Isso porque, durante o trajeto, ele saberá indicar quais são os ruídos presentes no veículo. 

Dessa forma, o cliente ficará mais confiante e saberá quais possíveis serviços poderão ser realizados para que o carro esteja em boas condições de uso. 

#3 Avalie os componentes 

Ao retornar do teste de rodagem, é hora de avaliar os componentes da suspensão dianteira e traseira no elevador e na valeta. Isso porque alguns defeitos podem não aparecer quando o veículo está suspenso ou no chão. Assim, o diagnóstico será mais preciso. 

#4 Observe os sintomas 

Para fazer um diagnóstico preciso do sistema de suspensão é fundamental saber observar os sintomas. Abaixo, mostraremos como identificar alguns deles. 

Rangido na suspensão dianteira

Esse tipo de ruído pode ser causado por fricção ou atrito entre a mola e o prato de apoio. Quando ocorre na compressão da mola, pode ser verificado com o carro parado. 

Para isso, basta pressionar as mãos sobre a suspensão dianteira, um lado de cada vez, para comprimir a mola. Dessa forma, é possível ouvir o ruído. Se, por acaso, não houver barulho, faça um teste de rodagem. 

Esse diagnóstico também pode ser analisado visualmente, basta colocar o veículo em um elevador e fazer a inspeção com o auxílio de uma espátula para comprovar as folgas. 

Estalo na suspensão dianteira

Nesses casos, o ruído pode ter várias origens, por isso é importante avaliar em quais situações é possível ouvi-lo. Para isso, faça um teste de rodagem e verifique se o estalo aparece durante a aceleração e desaceleração. 

Em seguida, engrene a marcha à ré e constate os ruídos. Por fim, você também pode elevar o veículo e fazer uma inspeção visual com o auxílio de uma espátula. 

Ruído tipo estalo contínuo nas curvas

Esse tipo de barulho geralmente é causado por danos na junta homocinética. Para verificar, é muito importante fazer um teste de rodagem e veja se o ruído é contínuo durante a curva e desaparece ao trafegar em linha reta. 

É possível também elevar o veículo e examinar as coifas das juntas homocinéticas. Isso porque, quando ela se rompe, ocorre a fuga da graxa e há infiltração de areia e sujeiras, o que pode causar ruídos. Nesse caso, a junta homocinética deve ser substituída. 

Ruído ao trafegar em pisos irregulares

Esses ruídos aparecem ao trafegar em irregularidades do solo responsáveis pela estabilidade, por isso possuem várias possíveis causas. Sendo assim, é preciso tentar reproduzir o ruído e identificar onde e em qual lado do veículo ele ocorre. 

Para isso, analise diferentes velocidades, acelerando e desacelerando, ou eleve o veículo para verificar a integridade dos principais componentes, como as buchas, coxins e batentes com o auxílio de uma espátula. 

Nesses casos é importante analisar também a vida útil do amortecedor e outros fatores que determinam a sua eficiência, como: condições de superfície de rodagem, condições de dirigibilidade, peso médio transportado e a condição de outros componentes da suspensão do veículo. 

Desgastes anormal dos pneus

Caso o problema seja desgaste prematuro dos pneus é importante analisar o alinhamento de direção. Caso ele esteja correto, verifique a quilometragem rodada com o pneu, se foi feito rodízio conforme as especificações do fabricante e se os pneus são originais conforme a norma DOT. 

Dentre as possíveis causas, estão a integridade da suspensão comprometida ou alteração no ângulo do camber. Se o desgaste acontecer no ombro interno nas rodas dianteiras, o ângulo do camber estará excessivamente negativo e, caso seja no ombro externo, os ângulos serão excessivamente positivos. 

Desgaste no ombro interno e externo 

Se o desgaste ocorre no ombro externo e interno, o problema pode ser causado pela baixa pressão de inflação dos pneus. Por isso, verifique a pressão atual do pneu e investigue qual a pressão que o cliente costuma usar. Além disso, é importante saber também se o motorista costuma fazer curvas em alta velocidade com frequência. 

Desgaste do pneu no centro da banda de rodagem

Esse tipo de desgaste pode ocorrer por um estilo de direção agressivo ou por inflação elevada nos pneus. Para fazer o diagnóstico, verifique a pressão dos pneus e investigue qual é a pressão indicada no manual de bordo. 

Desgaste tipo dente de serra em toda a banda de rodagem 

Nesses casos, o desgaste pode acontecer quando o ângulo de convergência está fora de prescrição ou devido a componentes defeituosos no sistema de suspensão e direção. Para o diagnóstico correto, verifique os componentes defeituosos e confira o alinhamento do veículo. 

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