O que é um osciloscópio?

O osciloscópio é uma ferramenta que permite visualizar um sinal elétrico na forma de um gráfico. Com outras palavras, temos uma imagem em duas dimensões, o eixo x representa o tempo e o eixo y representa a amplitude em volts. Esta imagem é conhecida como onda e cada componente ou sistema tem uma forma de onda padrão. O objetivo no diagnóstico é conhecer o comportamento padrão de uma peça em boas condições e através de uma análise comparativa, identificar as possíveis anormalidades na peça ou sistema analisado. Os sinais são capturados através dos canais e um osciloscópio pode ter de 2 a 8 canais. Quanto maior o número de canais, maior o número de sinais que podem ser capturados simultaneamente, o que naturalmente aumenta a produtividade do reparador. Além da análise dos componentes elétricos, também é possível identificar problemas mecânicos com o osciloscópio.

O osciloscópio pode tornar o diagnóstico mais assertivo e ágil.

Assim como a maioria dos bens de consumo, a tecnologia empregada em um automóvel cresceu exponencialmente nas últimas décadas. Passamos de modelos com pouca ou nenhuma eletrônica embarcada, para carros com vários sistemas eletrônicos interligados através de redes de comunicação.

Antigamente, a eletrônica que equipava os carros se limitava aos sistemas de ignição e sinalização. Depois que surgiram os primeiros modelos com injeção eletrônica no Brasil, no final da década de 80, a eletrônica não abandonou mais os veículos automotores. Carburadores foram substituídos pela injeção eletrônica, controles eletrônicos foram adicionados ao freio com o sistema ABS, foram adicionados sistemas de segurança como Air Bag e controle de estabilidade e a lista não para. Hoje qualquer carro possui dezenas de módulos microprocessados que são responsáveis pelo gerenciamento eletrônico dos sistemas. Em resumo, a grande maioria das funções de um automóvel passou a ser elétrica.

Toda esta evolução trouxe um grande desafio para o profissional de reparação automotiva. Os sistemas ficaram mais complexos, tornando os diagnósticos mais complicados e muitas vezes mais demorados. Se antes bastava ao reparador conhecer os sistemas mecânicos, hoje estes profissionais são bombardeados com novidades tecnológicas todos os dias.

Para acompanhar esse progresso, o setor passou a integrar novas ferramentas que dão agilidade e precisão aos diagnósticos, tanto dos sistemas mecânicos, quanto dos sistemas eletrônicos. Uma destas ferramentas, sem dúvida, é o osciloscópio.

Esta ferramenta é tão versátil, que um profissional com conhecimento pleno é capaz de utilizá-lo de forma a agilizar os diagnósticos reduzindo os custos operacionais da oficina. Sabe aquele ditado que diz “tempo é dinheiro”? Este ditado nunca foi tão verdadeiro. Isso sem contar a precisão do diagnóstico, afinal, trocar a peça correta também evita prejuízos para a oficina e para o cliente.

A importância de usar o osciloscópio

Tão importante quanto saber trocar peças de forma correta, é saber qual peça trocar para solucionar o problema de forma assertiva e ágil. Esta habilidade, além de reduzir o tempo no serviço, também gera confiança nos clientes fazendo com que este profissional seja mais requisitado no mercado da reparação.

Saber utilizar o scanner e o multímetro é essencial e muitos profissionais já estão acostumados com esta realidade. Porém, dependendo do problema, estas ferramentas não são suficientes para concluir um diagnóstico assertivo. Existem no mercado vários equipamentos que auxiliam o mecânico no diagnóstico, que são importantes, mas o osciloscópio tem a vantagem de salvar as imagens tendo a possibilidade de uma análise posterior. Alguns equipamentos gravam um período, característica que torna possível a análise de defeitos intermitentes.

Outra vantagem é que, nos últimos tempos, com o desenvolvimento e uso dos transdutores, tornou-se possível o diagnóstico de problemas mecânicos que antes era necessário a desmontagem do componente para avaliação. É possível, por exemplo, fazer diagnóstico de junta do cabeçote, assentamento de válvulas, desgaste do comando, anéis, entre outros, apenas seguindo um método de diagnóstico e análise das imagens do osciloscópio. Com outras palavras, podemos fazer um diagnóstico sem soltar um parafuso.

Por que se especializar?

É claro que o osciloscópio não resolve todos os problemas, afinal o mecânico tem que ter o pleno conhecimento do funcionamento dos sistemas automotivos. Nada substitui a competência do técnico que está realizando o diagnóstico, as ferramentas, na verdade, são apenas facilitadores deste processo. Como um exemplo, em um veículo moderno, um ar-condicionado que não funciona pode ter nenhuma relação com o sistema do ar em si, mas pode ser um defeito na injeção eletrônica, na rede CAN ou em outros sistemas que podem estar conectados.

Quer se especializar e se desenvolver na área da reparação automotiva? Na escola do mecânico desenvolvemos cursos voltados para a prática do dia a dia da oficina, focados em diagnóstico e que irão te ajudar a alcançar seus objetivos. Conte com a Escola do Mecânico!

 

Eduardo Moglio

Especialista em diagnóstico automotivo.